Please reload

Leitura Obrigatória

A HISTÓRIA DO MEU CÃOZINHO E A HISTÓRIA DE UM CÃO MUITO MAIOR

1/5
Please reload

Em Destaque:

Reis do Futebol: Zico

Zico fazia gols e fazia artilheiros.

 

 

Para simplificar, a imensa nação antirrubro-negra credita à veiculação da mídia carioca a ocorrência de um respeitável público torcendo pelo Flamengo. Seria o flamenguista o torcedor de cadeira, ao lado do rádio, e sofá, à frente da televisão.

 

Discordo. Tirante o ABC de Natal, a praga carioca é a maior do Brasil e esse sucesso é devido a Leônidas, Zizinho e Zico.

 

Não por acaso, três goleadores. A camisa que veste a torcida não é a do goleiro, a do beque raçudo ou a do volante marcador. A rede estufada, o gol relâmpago ou na última volta do ponteiro, no apagar das luzes, é o que faz transbordar a paixão pela camisa, brilhar o ídolo, aproximar do clube as crianças de coração virgem.

 

 

O maior artilheiro da história do Maracanã, o ícone Zico, foi o milagreiro que multiplicou a torcida flamenguista e atropelou os recordes de gols de Leônidas e Zizinho.

 

A crônica do último passe, aquela bola na entrada da área que atordoa o perna de pau, floresceu nos pés de Zico. Ele fazia gols e fazia artilheiros, deixando a bola precisa, quase morrendo, à espera do toque definitivo para a meta, donde sai um desesperado arqueiro, a cara surpresa e antecipadamente derrotada. Um goleador parte em comemoração, entregando-se aos abraços da torcida.

 

Dos atletas mais novos, da geração pós-Pelé, nenhum brasileiro reuniu, ao mesmo tempo, domínio de bola, arrancada vertical na direção do gol, dribles curtos e em velocidade, chute com as duas pernas, visão para cadenciar e acelerar um jogo, lançamentos longos, médios e curtos. Zico chamou a responsabilidade e adotou a atitude dos grandes craques de todos os tempos.

 

Falando assim, pensam que foi um Pelé. Não é isso. Mas se há um laboratório para a produção de craques, nasceram no mesmo lugar, em provetas diferentes, ele e Zico. Há que se respeitar a hierarquia que existe neste mundo da bola. Do primeiro tubo de ensaio, surgiu Pelé; do segundo, Garrincha; do terceiro, Leônidas, Zizinho, Ronaldo, Romário e Zico; depois, vieram os demais.

 

Por participar de três copas e não levar nenhuma, picharam suas derrotas. No meu time, esse critério é pouco. O cabra tem que jogar futebol. Leônidas, Zico e Zizinho não conquistaram copas. Zinho, Mazinho e Ruinzinho, sim.

 

E daí?

 

Arthur Antunes Coimbra, ou simplesmente Zico, nasceu no Rio de Janeiro em 1953. Jogou no Flamengo, Udinese da Itália, Kashima Antlers do Japão e na Seleção Brasileira. Participou de 3 copas do mundo e marcou 66 gols pela Seleção Brasileira. É o terceiro artilheiro, atrás de Pelé e Ronaldo. É o maior artilheiro da história do Maracanã, com 333 gols.

 

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Please reload

  • Facebook Basic Square

Artigos Relacionados:

Acompanhe:
Please reload

Sobre o blog:

© 2017 Bora Brasil

Sempre que há interesse em disputa,  legítimo ou não,  consome-se ideologia,  não importando se a agenda é a gestão pública,  futebol ou política.  

Oferecer elementos contraideologicos à reflexão é o desafio de servidores públicos sociólogos cientistas politicos escritores e quetais que pensaram e são colaboradores deste blog. O objetivo é disputar, com ideias, o dasafio da construção de um país melhor. Bora Brasil. 

Entre em contato: contato.borabrasil@gmail.com