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A HISTÓRIA DO MEU CÃOZINHO E A HISTÓRIA DE UM CÃO MUITO MAIOR

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E se o Hexa se foi pra sempre?

De 2002 para cá, já apanhamos quatro vezes e sempre com uma má, ou boa, explicação.

Menino ainda, assisti a todos os jogos do Brasil na Copa de 1970 e o título, depois de seis vitórias, apagou a tristeza da Copa 'ganha', perdida em 1966. Do ponto de vista histórico, olhando de través para trás, jogávamos com tanto craque que o caneco, a taça Jules Rimet, poderia ser enviada pelo correio.

 

Não valia a pena, nem era esportivamente honesto, submeter alemães, ingleses, italianos e romenos ao calor mexicano, quando a Copa já estava reservada para nós.

 

O maior adversário do Brasil na luta pelo tricampeonato foi o Paraguai, ainda nas eliminatórias.

Isso, como já disse, olhando para trás.

 

Cada jogo é um jogo, porém e; jogo é jogado e lambari é pescado, já nos ensinaram os poeteiros da bola.

 

Logo no primeiro jogo, quando vi um gol da Thecoslosváquia, tomei um supersusto. Até aquele momento, não sabia que os adversários podiam fazer gol no Brasil.

 

Passamos um período, eu e os jogadores, com os nervos à flor da pele.

Aquele gol era uma intromissão na transmissão do jogo, mas logo nos recuperamos.

Rivelino acertou uma bomba.

 

Pelé e Jairzinho, duas vezes, fecharam um 4 a 1 esperadíssimo. 3 a 0 era um placar melhor para o enredo, mas deixa para lá.

 

Contra os ingleses, campeões em 1966, fizemos 1 a 0 em boa trama, com Tostão, Pelé e Jairzinho, mas o clima que antecedeu o jogo prenunciava

 

chuva forte, mas o que aconteceu foi uma tempestade. Felix, nosso goleiro, trabalhou como nunca e a bola, várias vezes, ameaçou deslizar ensopada para o nosso gol.

 

O gol de Jairzinho, porém, explodiu na rede de Banks.

 

Como ganhamos das fortes Tchecoslováquia e Inglaterra, pensamos que seria moleza contra a Romênia e, depois, contra o Peru, já nas quartas.

 

Que nada! Os gringos meteram quatro gols em Félix e só seguimos na Copa porque enfiamos sete neles.

 

Esclarecendo: Brasil 3 a 2 na Romênia e 4 a 2 no Peru, daí que a soma deu esse placar esquisito aí da linha anterior.

 

Contra o Uruguai, foi pior, muito pior.

 

Fizeram um gol espírita em Félix e nós demoramos a reagir.

 

Apelamos para mudanças táticas, avançamos Clodoaldo, recuamos Gérson e solicitamos que Pelé jogasse um pouquinho, pelo menos, 15 minutos.

 

Com 3 a 1 para nós, fomos à final contra a Itália.

 

Foi um jogo equilibrado até metade do segundo tempo, quando o teimoso 1 a 1 se rompeu com Gérson, depois com Jairzinho e, finalmente, com o gol mais comemorado de todos, o de Carlos Alberto, fechamos a conta em 4 a 1.

 

Durante os jogos, sofremos muito, mas, observando à distância, como dito, ganhamos aquela taça quase como em uma aula de história, em ritmo escolar.

 

Quando as coisas apertavam, surgia um caminhão de força, talento e magia invadindo a defesa adversária.

 

Em 1994, resolvemos a Copa em dolorosa disputa de pênaltis, novamente contra a Itália.

Em 2002, fisgamos a Alemanha, na Copa mais parecida com a de 1970, pois vencemos todos os jogos. Em perspectiva histórica, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Roberto Carlos substituíram Pelé, Tostão, Jairzinho e Rivelino na certeza do caneco.

 

De lá para cá, já apanhamos quatro vezes e sempre com uma má, ou boa, explicação.

 

Em 2006, nosso supertime só pensava em pagode e festa.

Em 2010, Dunga e os jogadores não falavam a mesma linguagem.

Em 2014, Felipão e os jogadores não falavam a mesma linguagem, e ainda abrimos a caixinha de pandora alemã, cheia de surpresa e gols.

Em 2018, bem, porque perdemos em 2018?

 

E se o hexa escapuliu de vez? E se ele se foi para sempre?

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