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A HISTÓRIA DO MEU CÃOZINHO E A HISTÓRIA DE UM CÃO MUITO MAIOR

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O fantasma alemão está de volta e à frente.

Aí, vem a Alemanha e toma uma surra tática do México. Que fenômeno interessante. Ninguém mais se lembrava de como é que se ganha da Alemanha em jogo oficial, e aparecem os cucarachas para enrolá-la e encantar o mundo com o velho e bom contra-ataque.

Na Rússia, o Peru volta às Copas do Mundo depois de 36 anos. A última vez que o Peru participou de uma Copa, provavelmente, metade de sua população nem havia nascido.

 

Metade das vezes que alguém fala do Peru, tem uma sacanagem no meio. Até quando, inocentemente, este cronista fala da ausência do Peru nas Copas, sempre vai aparecer alguém para comentar que o Peru nunca esteve fora das Copas. Essa é outra covardia.

 

Com o fracasso do Peru, duas derrotas em dois jogos, podemos falar de futebol?

 

Suécia contra Alemanha foi o melhor jogo da Copa e qualquer vitória do Uruguai, ou a primeira contra o Egito ou a segunda contra a Arábia Saudita, foi o pior jogo. Pelo menos, até agora. Esperamos não assistir a nada parecido com os jogos do Uruguai. Nas próximas rodadas, acompanharemos partidas extraordinárias de outras seleções. Quem sabe do Brasil ou, surpresa das surpresas, quem sabe do próprio Uruguai.

 

O Uruguai tem dois excelentes jogadores, dois atacantes, Suárez e Cavani, mas futebol não é jogo de duplas. Do outro lado, são onze adversários e nossos vizinhos precisam contratar mais nove, antes que a Copa acabe para eles. O goleiro, a defesa e o meio de campo não aparecem para jogar e fica aquela coisa feia de um monte de gente trombando em campo e tentando levar a bola para a dupla. Dois parcos 1 a 0 e está o Uruguai a ameaçar a beleza da Copa do Mundo.

 

Aí, vem a Alemanha e toma uma surra tática do México. Que fenômeno interessante. Ninguém mais se lembrava de como é que se ganha da Alemanha em jogo oficial, e aparecem os cucarachas para enrolá-la e encantar o mundo com o velho e bom contra-ataque.

 

Os alemães, no entanto, ressurgem na Copa fazendo um grande jogo contra a Suécia. A Alemanha, campeã no Brasil, perde a primeira partida e vai para uma disputa contra os suecos sem poder empatar, porque a Coreia vem perdendo para todo mundo, e a classificação ficou apertada, com três países, com a inclusão do México, disputando duas vagas.

 

A Alemanha começa o jogo empacotando a Suécia em sua grande área, a bola cortando a grama para lá e para cá, esperando ser empurrada para o gol por qualquer jogador da linha de ataque deles. São quatro, cinco ou até seis jogadores prontos para empurrar a bola no gol, uma jogada manjada da última Copa, que machucou o Brasil, mas que ainda não machucou ninguém nesta.

 

De repente, ainda no primeiro tempo, Toni Kroos passa mal a bola na intermediária e a Suécia pula na frente, com um lindo gol de cobertura.

 

Para quem não podia nem empatar, pois perdera para o México, sair atrás de um time sólido na defesa como o sueco poderia assoprar as trombetas da despedida da Copa do Mundo. Os últimos campeões caírem na primeira fase não é lá novidade. A França, de 1998, caiu na primeira fase em 2002; A Itália, de 2006, em 2010 e; a Espanha, de 2010, em 2014.

 

Depois da derrota para o México, os vingadores do futuro projetaram o mesmo insucesso para a Alemanha, que dependia de vencer a Suécia, que fez um a zero.

 

A Alemanha está nervosa em campo, mas empata com um gol de sorte no início do segundo tempo. A bola cruzada da esquerda bate na parte de dentro do joelho de Reus e... tremamos, gol da Alemanha.

O jogo se equilibra, chance de lado a lado, até que faltando dez minutos para acabar o jogo, o zagueiro alemão Boateng é expulso.

 

Com o empate no placar, que significava praticamente a desclassificação na primeira fase, e um jogador a menos, a Alemanha estava ferrada.

 

Qual o quê!

 

Na última bola importante da partida, falta pela esquerda, Kroos ajeita a menina com a ajuda de um jogador e bate em curva, no ângulo do gol oposto ao da falta. O goleiro tentou, mas não chegou. Um chute parecido com o de Coutinho no nosso gol contra a Suiça.

 

O fantasma alemão está de volta e à frente.

 

Se na última rodada dos grupos do Brasil e da Alemanha, os resultados forem os mais previsíveis, teremos um novo clássico, agora envolvendo nove títulos mundiais. Será uma guerra de nervos.

 

A Alemanha nos torturando com o 7 a 1.

 

E nós rezando por um 1 a 0.

 

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