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E se o Hexa se foi pra sempre? - PARTE 2

Com exceção da primeira fase, ainda recheada de equipes primárias, o mata-mata da Copa exige perfeição.

Publicamos um post no borabrasil.org que se encerrava com as seguintes perguntas:

 

Por que perdemos a Copa em 2018?

E se o hexa escapuliu de vez?

E se ele se foi para sempre?

 

2018 pode ser explicado apenas com 2018, mas se o Brasil entrou em determinismo derrotista, ou seja, se o mundo do futebol adotou uma trajetória que afasta de nós o cálice das vitórias está a exigir uma reflexão mais profunda.

 

Vamos então, pensar em 2018: por que perdemos esta Copa?

 

O discurso explicativo da derrota de 1974 foi a surpresa com o carrosel holandês. É possível que tenham corrido o dobro, tenham se distribuído em campo com o dobro de nossa competência e tratado a bolinha com o dobro do carinho que nós tratamos. Perdemos, justamente, por 2 a 0. Disputamos o terceiro lugar com a Polônia de Lato e perdemos novamente. A Polônia nos meteu 1 a 0, em contra-ataque inapelável.

 

Em 1978, fomos campeões morais, segundo o técnico Coutinho. Não perdemos nenhum jogo, mas o Peru entregou 6 gols para a Argentina, placar que nos tirou da decisão. Segundo historiadores, aquela Copa foi feita para fortalecer a ditadura argentina e o Peru cedeu, mesmo já tendo superado a sua. É uma história apenas para justificar a derrota. Empatamos com os ‘hermanos’ em 0 a 0 e uma vitória com qualquer placar nos deixaria na finalíssima contra uma Holanda mais fraca que a de 1974. Perdemos boa chance para um troco rápido e não podemos ficar culpando ninguém.

 

Em 1982, entramos em campo com o carrossel brasileiro. Como os relógios não se misturam, perdemos a oportunidade de levar a campo um time, que seria o ideal, para enfrentar os holandeses de 1974. Como vimos depois, não era o time para enfrentar o ferrolho italiano de 1982. Paulo Rossi nos machucou 03 vezes e nos tirou da Copa. O time era maravilhoso, mas pouco competitivo, segundo os registros. Sabia fazer gols, mas não evitar.

 

Em 1986, com a rebarba dos craques de 1982, não fizemos uma Copa tão boa e a França, nos pênaltis, nos tirou.

 

Podemos até tirar do mapa a Copa de 1990. O time de Lazaroni superou todo o pessimismo e fez partidas que, bem, o torcedor brasileiro deve esquecer. Basta dizer que fomos desclassificados pela Argentina. Algo mais?

 

A França nos derrotou em 1998, na final com um placar elástico, 3 a 0. O time francês formava um elenco de adultos versus meninos brasileiros. Zidani controlou o meio de campo e determinou quem podia fazer o quê com a bola. Das duas seleções, não é incrível? Terminou a partida e nossos jogadores cumprimentaram os franceses. Só.

 

Em 2006, nosso supertime só pensava em pagode e festa.

Em 2010, Dunga e os jogadores não falavam a mesma linguagem.

Em 2014, Felipão e os jogadores não falavam a mesma linguagem, e ainda apareceu a caixinha de pandora alemã, cheia de surpresas, maldades e gols.

 

Com tanta pancada no lombo, o time de 2018 se mostrou diferente. Gozava a áurea vencedora, trazida das eliminatórias. Goleamos os argentinos e os uruguaios com autoridade. Os argentinos, no Brasil; os uruguaios, lá na terra deles.

 

Pegamos a Alemanha em amistoso que precedeu a Copa e vencemos eles.

 

Começa a Copa de 2018, o goleiro não nos preocupa, a zaga se mostra sólida, Casemiro se mostra um solista de meio de campo da maior qualidade, Coutinho bem, Gabriel Jesus não marcando gols, mas cumprindo uma tal função tática que pouca gente, eu inclusive, entendia, Neymar melhorando jogo a jogo e os reservas que entravam davam conta do recado.

 

Um elenco para ser campeão.

 

Vem o México e domina o jogo completamente durante meia hora. Como não acertou o gol, nos acertamos e fizemos nossa parte: 2 a 0.

 

A primeira meia hora também entregamos para os belgas, nas quartas de final. Porém, eles fizeram dois gols.

 

Perdemos muitos gols no segundo tempo, o goleiro deles fez defesas importantes, mas nenhum milagre, marcamos um golzinho, para deixar a fotografia do placar com pelo menos uma mancha da caneta verde e amarela.

 

O hexa não veio, mais uma vez.

 

Lógico que a explicação para a derrota na Copa exige análise aprofundada.

 

No entanto, pensando apenas no que rola dentro de campo, perdemos porque nosso maior jogador, Neymar, não entendeu ainda o que é uma Copa do Mundo.

 

Que o treinador não pode ter amigos nem família. Somente tal fraternidade justifica Paulinho e a insistência com Gabriel Jesus, depois que ele se enrolou com a bola durante quatro partidas. Só era o cara responsável pelos gols, nada mais.

 

Não enfrentar um time alto com elenco alto em mata-mata não tem perdão. É como colocar zagueiro lento para enfrentar contra-ataque veloz. É derrota, na certa. Não há como entrar em campo em partida decisiva com desvantagem definida. Como se déssemos uma lambuja para o adversário - mas isso pode, em Copa?

 

Com exceção da primeira fase, ainda recheada de equipes primárias, o mata-mata exige perfeição.

Nosso time era muito bom.

 

Mas, nem no papel, perfeito

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