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A HISTÓRIA DO MEU CÃOZINHO E A HISTÓRIA DE UM CÃO MUITO MAIOR

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Deus do Futebol: Pelé

Pelé aplicou no goleiro uruguaio, em 1970, o drible mais bonito da história do esporte, não apenas do futebol. De um lado, em velocidade, ele; do outro, saindo para a interceptação do ataque, Mazurkiewicz. Três belas duplas: uma finta de corpo e um planeta perdido; um vento traiçoeiro e uma biruta; uma nota de samba e um valsista.

 

 

Juram que foi Friedenreich, o Tigre, o melhor jogador de todos os tempos, artilheiro incomparável, média de gols insuperável, por mais que tempos outros facilitassem maiores goleadas.

 

Ou o cetro é de Zizinho, um futebol escandaloso de gols e passes magistrais, meses e meses dominando, driblando e lançando sem erro?

 

Será que é porque não conhecem Didi, o cabeça, a perfeição no peito, na coxa, nos pés, o melhor jogador da Copa de 1958, em que brilhou intensamente Garrincha?

 

Perfeitos na área, Friedenreich e Romário; no passe, Zizinho; no chute, Didi; no drible, Garrincha; na arrancada, Ronaldo; no cabeceio, Escurinho; na vertical, Zico, Messi e Maradona.

 

Um único jogador na história do futebol resolveu ser perfeito na área, como Friedenreich e Romário; no passe e no chute, como Zizinho e Didi; no drible, na arrancada e no cabeceio, como Garrincha, Ronaldo e Escurinho; e na vertical, como Zico, Messi e Maradona.

 

Pelé. Muitos meninos inda fazem cocô nas fraldas aos 15 anos, idade que Pelé se profissionalizou e atentou os zagueiros e goleiros em São Paulo, driblando e marcando gols.

 

Não morria de ciúmes da bola. Ficasse com quem quisesse todo o jogo, desde que, a combinação era esta, quando chegasse aos seus pés ou à sua cabeça, fariam a caminhada juntos, até o gol.

 

Na Copa de 1958, somou-se à turma de negros, mulatos e brancos do selecionado nacional que, em soberbo triunfo sobre todos os países, afundou o preconceito em crise. A vitória do Brasil significou, seja no índice dos esportes ou das guerras, a mais festejada derrota que uma nação multirracial, negra e mulata e branca, impôs às demais, em toda história conhecida até ali. Pelé e companhia reescreveram os anos anteriores a 1958, e evidenciaram, para as disputas dos anos vindouros, a igualdade de possibilidades, pelo menos no mundo dos desportos. Para a simbologia pátria, é como se nosso vitorioso time de futebol convalidasse a Lei Áurea exatos 70 anos depois da assinatura de Princesa Isabel. A partir da Copa sueca, a cor da pele não mais antecipava a vitória ou a derrota. E, se fosse para contar vantagem antes da hora, a partir de 1958, contávamos nós.

 

Com a mão, só pode ter sido com a mão, Carlos Alberto despachou a bola à meia altura pela direita, catapultando-a a um voo rasante de cinquenta metros, e Jairzinho cruzou-a no segundo pau. Para quê, para quem? Na mesma jogada: o cabeceio firme e incomparável, o maior do futebol conhecido, no canto, no chão; e a defesa milagrosa, a melhor de todos os tempos. Pelé subiu a uma altura impensável para o seu tamanho e Gordon Banks caiu para um tapa na ponta da bola.

 

Com uma espalmada apoiada em apenas três dedos, a bola saiu em curva para fora das traves. Dueto genial, Pelé e Banks.

 

Não fora irritadiço o deus do futebol, talvez nem a gênio chegasse. Comparassem-no a Garrincha e apanhava o Botafogo de muito; lembrassem-se de Eusébio e o Benfica tomava cinco gols dele; vaiassem-no os fiéis torcedores corintianos e o time sofria por mais de uma década dentro de campo; corneteasse-o o zagueiro e o couro passava-lhe por entre as pernas, sobre a cabeça e de lado.

 

Com a velocidade com que invadia áreas, os aviões de guerra penetram territórios. A precisão com a qual passava derrota relógios. Com a habilidade com que desconcertava zagas aperfeiçoam-se cirurgias. A metralhadora com que chutava aponta o destino dos foguetes. Pelé foi o único a domar o diabo.

 

Um bicho danado que levava no corpo.

Edson Arantes do Nascimento, ou simplesmente Pelé, o rei do futebol, nasceu em Três Corações, MG, em 1940. Jogou no Santos, na Seleção Brasileira e no New York Cosmos. Esteve em 4 copas do mundo e ganhou 3. Foi bicampeão da libertadores e mundial de clubes pelo Santos. Marcou 1281 gols, sendo 95 pela Seleção Brasileira. Foi futebolista do século XX e atleta do século XX (todos os esportes), título concedido pelo jornal francês L’Equipe e pelo Comitê Olímpico Internacional.

 

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