Please reload

Leitura Obrigatória

A HISTÓRIA DO MEU CÃOZINHO E A HISTÓRIA DE UM CÃO MUITO MAIOR

1/5
Please reload

Em Destaque:

Hoje Eu Não Vou Falar de Lula III

 

Samantha Paulsen consumia luz sem desconfiar. Gostava do quarto claro e a primeira tarefa a que se incumbia, ao acordar, era apertar o botãozinho mágico de plástico branco que se fixara na parede para oferecer-lhe claridade. 

 

Dormir no escuro era uma exigência familiar e não brigar com isso à noite, aprendera, é sinônimo de paz por todo o dia seguinte. Ninguém da família reclamava de suas estripulias, se fizesse o enorme sacrifício de dormir com a luz apagada. 

 

Para o dia, fechava a cortina do quarto para se aproveitar do botão. Acendia e apagava quantas vezes quisesse, claro e escuro, claro e escuro, claro e escuro. 

 

Em descoberta recente, alinhou o interruptor da luz com a tomada e achou tudo mais brilhante. O picolé, geladinho, e o iogurte de todas as manhãs, retirados da geladeira, dependiam da mesma fonte de energia, num esquema que envolvia geração, transmissão e consumo, um sistema difícil de explicar e que, talvez, quando adulta, devesse entender. 

 

 

Penélope Silva conhecia candeeiro, que funcionava com querosene, e vela, que funcionava com tição, roubado do fogão de lenha. Noves fora, a luz vinha do sol e nada mais. 

 

A família era claramente despossuidora e Penélope desconhecia geladeira e televisão. Soubesse ela que a geladeira significaria o fim da comida quentinha da vovó e a televisão aguentar certos programas e, talvez, não sentisse tanta necessidade da luz. 

 

Mais crescida, veio a necessidade de conservar alimentos e alguns medicamentos e, de ouvir falar, descobriu que a solução eram a luz e a geladeira. Aprendeu a gostar de música sertaneja e a solução eram a luz, a vitrola e a televisão. 

 

Aqueles baitas postes deitados no chão se dirigiam à sua casa e, com eles, vinha a luz, alguém cuidou logo de explicar. 

 

Quando houvesse dinheiro no lar, comprariam uma vitrola e uma geladeira, quem sabe, uma televisão e um progresso familiar. 

 

Foi a primeira vez que Penélope ouviu falar em programa de governo e em presidente da República. 

Compartilhar no Facebook
Compartilhar no Twitter
Please reload

  • Facebook Basic Square

Artigos Relacionados:

Acompanhe:
Please reload

Sobre o blog:

© 2017 Bora Brasil

Sempre que há interesse em disputa,  legítimo ou não,  consome-se ideologia,  não importando se a agenda é a gestão pública,  futebol ou política.  

Oferecer elementos contraideologicos à reflexão é o desafio de servidores públicos sociólogos cientistas politicos escritores e quetais que pensaram e são colaboradores deste blog. O objetivo é disputar, com ideias, o dasafio da construção de um país melhor. Bora Brasil. 

Entre em contato: contato.borabrasil@gmail.com