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A HISTÓRIA DO MEU CÃOZINHO E A HISTÓRIA DE UM CÃO MUITO MAIOR

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Despesa Pública É O Mesmo Que Dívida Pública?

Você levará uma martelada na cabeça se ofender o distinto público com a informação de que o período que gastamos mais foi o período que mais reduzimos a dívida pública.

Dividimos nossa racionalidade em duas, a econômica e a social.

 

A econômica tem um discurso preparadinho. Você resolve todos os problemas do Brasil se o Estado gastar menos.

 

Na racionalidade social, não há solução sem crescimento.

 

Um quer cortar gastos e o outro mudar de barco, para um maior e mais justo.

 

O maior problema do Brasil, de acordo com a racionalidade econômica, é a dívida pública.

 

Ela já passou da metade da nossa economia anual. Outros países, como Japão, França e Estados Unidos têm dívida superior, mas esse não é um argumento aceitável para quem fala mal do Brasil. Querem saber, exclusivamente, de nossa situação, que consideram grave.

 

Na toada desse discurso, para reduzir a dívida, precisamos reduzir a despesa pública. Pode faltar dinheiro para combater o crime ambiental na Amazônia ou faltar remédio, desde que a premissa da redução da despesa esteja garantida.

 

Você levará uma martelada na cabeça se ofender o distinto público com a informação de que o período que gastamos mais foi o período que mais reduzimos a dívida pública. A palavra mágica é crescimento. A dívida pública somente tem redução relevante em tempos de crescimento, não de redução de despesa.

 

Durante o governo Lula, todo dia se inventava um programa social e nossa dívida pública caiu de 60% do PIB para menos de 40% do PIB. O Brasil crescia. Sendo a economia brasileira maior que a dívida, em períodos de crescimento, ela engole rapidamente a dívida.

 

Isso ocorre porque a arrecadação tributária é sobre a economia cheia e a dívida é apenas uma parcela dela. Mais empregos são gerados e as despesas com a previdência são reduzidas. Quando se abre o pacote do crescimento, descobrimos mais receita e menos despesa. Dependendo do porte do crescimento, cabe mais despesa e a dívida ainda se reduz. Milagre, não é?

 

Se a opção para reduzir a dívida for cortar despesa, prepare-se. Podemos promover a maior bagaceira nas políticas públicas, abandonar a Amazônia, o Nordeste, o aposentado, o pobre e deixar passando fome até os bichos dos zoológicos. A dívida vai continuar no mesmo lugar ou se elevar.

 

Há exageros nas despesas públicas, é fato, mas há muita obrigação com a sociedade ainda não saldada pelo Estado. A eliminação de algum exagero na despesa vai encontrar logo outra despesa a ser feita. A solução de reduzir a despesa leva o jogo com a dívida, no máximo, a um empate.

 

Então, só se reduz a dívida de fato e se equilibra receita e despesa do Estado com crescimento.

 

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